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ET fez pirâmides, dizem alunos dos EUA

Via: Jornal da Ciência

Autor: Ricardo Mioto

Dica do Adelino de Santi Jr pelo grupo de email da LiHS

Após ouvir cerca de 10 mil alunos de graduação nos EUA, pesquisadores descobriram que só 35% discordavam da ideia de que ETs teriam visitado civilizações antigas da Terra e ajudado a construir monumentos como as pirâmides do Egito.

Poucos se manifestaram contra outras teses sem base, como o suposto status de ciência da astrologia (não confundir com a astronomia) e a ideia de que existem números da sorte -22% e 40%, respectivamente.

Além disso, mais de 40% disseram que antibióticos matam tanto vírus quanto bactérias -na verdade, só as bactérias são vulneráveis a esse tipo de medicamento.

Para o autor do estudo americano, o astrônomo Chris Impey, os números refletem um problema do país: os alunos de ensino médio não precisam fazer cursos de ciência. A maioria estuda biologia, mas menos de metade tem aulas de química e só um quarto estuda física.

“O ensino médio americano é forte em história, conhecimentos gerais, esportes, computação, mas bastante fraco mesmo em ciências”, diz Renato Sabbatini, biomédico e educador da Unicamp. “Mas as perguntas que fizeram são hiperelementares, um adolescente minimamente informado que assista televisão saberia responder.”

Preocupante, diz Impey, é que o pior desempenho foi justamente o dos alunos de cursos na área da educação.

Não há números parecidos que indiquem qual a realidade brasileira. Embora aulas de ciência sejam obrigatórias no ensino médio por aqui, a baixa qualidade do ensino não garante muita coisa.

Conspirando contra a compreensão científica no país, diz Sabbatini, há o fato de que cerca de 70% dos brasileiros só conseguem ler textos curtos e tirar informações esparsas deles. “Têm letramento insuficiente. É impossível serem bem informados sobre a ciência moderna.”

Tal analfabetismo, diz Impey, não deixa de ser um problema político: “Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco”.

Sempre existirão horóscopos, dizem cientistas

Por mais que entender o método científico faça com que as pessoas fiquem mais céticas, os cientistas apostam que sempre existirá gente acreditando em astrologia.

“Quase todos os jornais publicam horóscopos, por exemplo”, diz Chris Impey, lembrando que, mesmo entre os mais instruídos, ou em países famosos pela qualidade da sua educação, a crença nela ou em outras pseudociências é comum.

Entre as mais comuns, dois exemplos são a grafologia (analisar a caligrafia para obter informações sobre personalidade, utilizada por algumas empresas na hora de contratar) e a homeopatia (tratamento com substâncias tão diluídas que não resta mais traço delas no remédio).

Nenhuma das duas se baseia em evidências científicas. “Ainda assim, tenho colegas na Unicamp que acreditam em coisas assim”, diz Renato Sabbatini.

“Se tomo um remédio e melhoro, claro que vou achar que foi o remédio, por mais que tenha sido só uma coincidência. Os médicos brincam que um resfriado tratado dura sete dias e um não tratado dura uma semana. Temos facilidade para acreditar.”

É necessário, então, relaxar um pouco o conceito de analfabetismo científico, diz. “Existem várias pessoas com várias crenças que, mesmo assim, são boas cientistas.”

Para os pesquisadores, a astrologia é especialmente sedutora. “Frases vagas como ‘às vezes você é sociável, mas com frequência se torna mais reservado’ costumam impressionar”, diz Impey.

Sabbatini concorda: “A pessoa lê algo como ‘às vezes você se estressa, mas logo depois melhora’ e pensa ‘olha, eu sou assim’, não pensa que é só uma coincidência.”

Se encarada como uma autoajuda sem base científica, a astrologia nem é tão perigosa, diz Impey. “Eu não gosto de astrologia, mas acho que a crença nela não é tão preocupante quanto a ignorância sobre evolução, genética ou o Big Bang”, diz Impey.

Autor: Ricardo Mioto

Dica do Adelino de Santi Jr pelo grupo de email da LiHS

Após ouvir cerca de 10 mil alunos de graduação nos EUA, pesquisadores descobriram que só 35% discordavam da ideia de que ETs teriam visitado civilizações antigas da Terra e ajudado a construir monumentos como as pirâmides do Egito.

Poucos se manifestaram contra outras teses sem base, como o suposto status de ciência da astrologia (não confundir com a astronomia) e a ideia de que existem números da sorte -22% e 40%, respectivamente.

Além disso, mais de 40% disseram que antibióticos matam tanto vírus quanto bactérias -na verdade, só as bactérias são vulneráveis a esse tipo de medicamento.

Para o autor do estudo americano, o astrônomo Chris Impey, os números refletem um problema do país: os alunos de ensino médio não precisam fazer cursos de ciência. A maioria estuda biologia, mas menos de metade tem aulas de química e só um quarto estuda física.

“O ensino médio americano é forte em história, conhecimentos gerais, esportes, computação, mas bastante fraco mesmo em ciências”, diz Renato Sabbatini, biomédico e educador da Unicamp. “Mas as perguntas que fizeram são hiperelementares, um adolescente minimamente informado que assista televisão saberia responder.”

Preocupante, diz Impey, é que o pior desempenho foi justamente o dos alunos de cursos na área da educação.

Não há números parecidos que indiquem qual a realidade brasileira. Embora aulas de ciência sejam obrigatórias no ensino médio por aqui, a baixa qualidade do ensino não garante muita coisa.

Conspirando contra a compreensão científica no país, diz Sabbatini, há o fato de que cerca de 70% dos brasileiros só conseguem ler textos curtos e tirar informações esparsas deles. “Têm letramento insuficiente. É impossível serem bem informados sobre a ciência moderna.”

Tal analfabetismo, diz Impey, não deixa de ser um problema político: “Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco”.

Sempre existirão horóscopos, dizem cientistas

Por mais que entender o método científico faça com que as pessoas fiquem mais céticas, os cientistas apostam que sempre existirá gente acreditando em astrologia.

“Quase todos os jornais publicam horóscopos, por exemplo”, diz Chris Impey, lembrando que, mesmo entre os mais instruídos, ou em países famosos pela qualidade da sua educação, a crença nela ou em outras pseudociências é comum.

Entre as mais comuns, dois exemplos são a grafologia (analisar a caligrafia para obter informações sobre personalidade, utilizada por algumas empresas na hora de contratar) e a homeopatia (tratamento com substâncias tão diluídas que não resta mais traço delas no remédio).

Nenhuma das duas se baseia em evidências científicas. “Ainda assim, tenho colegas na Unicamp que acreditam em coisas assim”, diz Renato Sabbatini.

“Se tomo um remédio e melhoro, claro que vou achar que foi o remédio, por mais que tenha sido só uma coincidência. Os médicos brincam que um resfriado tratado dura sete dias e um não tratado dura uma semana. Temos facilidade para acreditar.”

É necessário, então, relaxar um pouco o conceito de analfabetismo científico, diz. “Existem várias pessoas com várias crenças que, mesmo assim, são boas cientistas.”

Para os pesquisadores, a astrologia é especialmente sedutora. “Frases vagas como ‘às vezes você é sociável, mas com frequência se torna mais reservado’ costumam impressionar”, diz Impey.

Sabbatini concorda: “A pessoa lê algo como ‘às vezes você se estressa, mas logo depois melhora’ e pensa ‘olha, eu sou assim’, não pensa que é só uma coincidência.”

Se encarada como uma autoajuda sem base científica, a astrologia nem é tão perigosa, diz Impey. “Eu não gosto de astrologia, mas acho que a crença nela não é tão preocupante quanto a ignorância sobre evolução, genética ou o Big Bang”, diz Impey.

6 comentrios

  1. Agatha says:

    ainda bem que eu nao preciso ser graduada para AFIRMAR que os ETs,NAO ajudaram nas contruçoes de piramides!

    e sim,homeopatia nao funciona e eu tive a prova disso né?(depois de vc ter tomado uns 50 comprimidos de uma vez?)
    é…nao funciona mesmo!

  2. Adelino de Santi Jr. says:

    Muito triste ler algo desse tipo…Cada vez tenho mais medo do futuro.

  3. Ana Celia says:

    Oi pra todos
    O que me preocupa são os atuais estudantes brasileiros, que em sua maioria, vem apresentando uma dificuldade tremenda para raciocinar, concentrar e fazer associações, ao que chamo de “analfabetismo acadêmico”. Quando me lembro, que minha geração estudou em escolas públicas de interior, e que aprendemos, acima de tudo, a estudar, me pergunto: – o que está acontecendo com esta juventude? Não acredito que seja apenas o que os chavões apontam como causa:” a existência de escolas medíocres”. Concordo com Impey, quando ele diz: “… não deixa de ser um problema político: Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco.”, e mais… ter conhecimentos para opinar sobre isso e para dar continuidade ao legado que estão recebendo. Preocupa-me a “necessidade” do uso, cada vez maior, do remédio “Ritalina” para o aluno conseguir concentrar e aprender algo. E pior, esse parece ser um fenômeno global, pois em outros países os estudantes estão apresentando este mesmo comportamento: o famoso “TDA” (Transtorno de Déficit de Atenção).
    Sempre existirão alunos “problemas”, mas uma maioria? É pra pensar… Assisti há algum tempo atrás, uma palestra de um bioquímico (o pior é que não me lembro do nome dele), que afirmava haver mudanças nas conexões neurais dos seres humanos que estavam nascendo, devido ao número de agrotóxicos existentes nos alimentos. E que esses “amadureceriam” fisicamente mais rápido devido as substancias usadas para fazerem os alimentos desenvolverem mais depressa. Desconheço se há pesquisas nesta área, mas é algo, de fato que deve ser investigado: crianças de 8, 9 anos estão apresentando corpo de adolescentes; pré-adolescentes de 11, 12, 13 anos estão com desejos sexuais, engravidando e brincado com bonecas … .

  4. Sybylla says:

    Meus alunos do ensino médio dão risada de uma teoria conspiratória de aliens no passado.

    Tem sempre alguém afirmando que Estados Unidos são top em tudo, aí está a prova. Top na ignorância.

  5. vander mendes says:

    é por isso que o governo deixa tudo em segredo pois a grande massa é absurdamente igonorrante que acreditar que só existe esse vulgar planeta na galaxia. Lembrando que a menos de cem anos não tinhamos nenhuma tecnologia e agora, pesse um pouco se não tu endoida gente.

  6. milodom says:

    por algum motivo a civilização egipcia ,sumériana,maia,astecas,incas entre outras .E as milhares de pessoas pelo mundo afora que acreditam em ovnis ou seres de outros planetas a maioria são pessoas inteligentes e relatam de formas bem claras .Estou convencido de uma coisa pra mim se não foram os ets que construiram as piramides então foram os espiritos que todos eles cultuavam

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