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Como a Ciência lida com superstições

Autor: Pedro Almeida

Ainda hoje, existem diversas superstições difundidas pelo mundo. Muitas se propagam por meio de tradição, assim como acontece com o dogma religioso. Invariavelmente estão associadas à crença infundada ou a pseudociências, ou a ambas. Mas na lógica da Ciência de verdade, toda asserção está sujeita a teste rigoroso e controlado. Hipóteses absurdas requererão evidências absurdas.

Se por um lado existem nas mais variadas formulações, há algo que unifica as superstições sob uma única bandeira – as hipóteses ad hoc. Existe sempre uma força sobrenatural invisível, muitas vezes incompreensível ou indetectável experimentalmente, que é a alegada causa dos efeitos observados: destino, espíritos, influência astral, entidades etéreas, energias especiais, alternativas e modelos paracientíficos, etc. O problema lógico de considerar estas hipóteses reside em não haver como diferenciar o inexistente do indetectável.

Como a Ciência não é metafísica, recorre à interpretação do mundo como ele é: natural. Além disto, dado que correlação não implica causação, há de se realizar uma rigorosa análise de significância estatística de supostos pares causa-efeito, em experimentos controlados, por exemplo, para que se possa atribuir causalidade – o teste duplo-cego e as meta-análises têm suas bases metodológicas nesta premissa.

Aqui vão três exemplos de uma rápida [6] revisão bibliográfica no assunto, quando cientistas sérios põem à prova três superstições clássicas, e como suas consistências ficam transparentemente abaladas sob o rigor científico. As conclusões finais podem ser tiradas pelo próprio leitor, a partir da análise dos métodos e evidências.

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Estudo de caso 1: Astrologia – a superstição de que a posição dos astros ao nascimento tem influência direta nas personalidades e faculdades das pessoas, sendo inclusive definidas por estes detalhes natais.

Há um estudo realizado por cientistas indianos do estado de Maharashtra [1] sobre a significância estatística dos horóscopos e mapas astrais que são traçados partindo de detalhes de nascimento. É comum na Índia, segundo os autores, crer que um homem e uma mulher deveriam se casar somente caso seus horóscopos “batam”, i.e., combinem astrologicamente. Mais chocante é saber que casamentos são ora proibidos ou arranjados baseados nestas informações astrais.

O experimento proposto pelos autores consistiu em verificar a alegação dos astrólogos indianos de que é possível predizer, por exemplo, as faculdades mentais unicamente através dos horóscopos (também conhecidos como “cartas natal”, por sua relação exclusiva com detalhes de nascimento) traçados a partir de dados natais de 200 crianças em idade estudantil, sendo 100 estudantes selecionados a partir de seu currículo acadêmico para compor um grupo de “estudantes brilhantes” (grupo A) e outros 100 estudantes selecionados em escolas especiais para deficientes mentais (grupo B). Os estudantes foram segregados em extremos da capacidade mental humana para estabelecer o claro contraste entre os dois grupos discrepantes, tornando a possível identificação ainda menos ambígua para os astrólogos.

A seguir, foram obtidos detalhes de nascimento dos 200 estudantes, a partir dos quais se traçaram horóscopos de acordo com os métodos tradicionais da astrologia, que, em teoria, deveriam descrever a personalidade e capacidade mental de cada estudante, baseados única e exclusivamente nas condições de nascimento. Para garantir um experimento duplo-cego, foram atribuídos códigos aos horóscopos traçados, e não nomes ou números ordenados, para associá-los aos respectivos estudantes, excluindo a possibilidade de identificação a priori.

Através de uma chamada pública, 51 astrólogos se dispuseram a participar do teste (dos quais somente 27 levaram ao teste até o fim), que consistiria em cada um separar um conjunto de 40 cartas natais (horóscopos) aleatórias entre pertencentes ao grupo A ou B, de acordo com o conhecimento e leitura astrológica de cada um. Este simples teste com 40 amostras para serem separadas em 2 grupos teria, por chance, logicamente 50% de acertos em uma separação cega e aleatória. Esta é a hipótese da sorte, ou seja, o acerto por chance é idêntico ao de lançar de uma moeda 40 vezes – 20 caras e 20 coroas, na média. Trocando em miúdos, por chance seria possível acertar, em média, 20 horóscopos entre os grupos A ou B, para cada 40 horóscopos “jogados pra cima”.

A hipótese é de que, caso a astrologia fosse uma ciência legítima capaz de usar métodos de predição comuns a todos os astrólogos, deveria haver clara discrepância entre a sorte (50%) e o acerto na separação feita pelos mesmos. O teste de hipótese usou um intervalo de confiança (CI) de 99%, ou seja, a chance de se cometer o erro de rejeitar uma hipótese correta (erro tipo I) é de apenas 1% – isto seria a chance de, por exemplo, os astrólogos serem capazes de acertar, mas o estudo indicar que eles erraram, devido a um erro estatístico ou amostral.

O resultado experimental do estudo foi de que os 27 participantes que levaram o teste até o fim acertaram, em média, 17,25 dos 40 horóscopos que lhes foram entregues na separação entre grupo A e grupo B. Ou seja, 43% de acerto, abaixo da taxa de 50% de acertos que se esperaria por sorte. Em resumo, o estudo mostrou que a taxa de acerto dos astrólogos foi consistente com a hipótese de acerto por sorte, ainda que ligeiramente abaixo desta taxa. A taxa de sucesso mínima para confirmar a predição deveria ser de 70% para este tamanho de amostra.

Conclusão parcial: não existe indicação nenhuma de que mapas astrais baseados nas posições dos planetas e Sol ao nascimento de alguém é uma descrição legível (até mesmo por “especialistas no assunto” – astrólogos) de suas capacidades, faculdades ou personalidade. De acordo com os autores: “É a astrologia uma ciência? Um exame mais minucioso sugere que não. Um tópico que alega pertencer ao corpo de conhecimentos da ciência deve satisfazer mínimos critérios. Primeiro, deve ser baseado em postulados e premissas que são claramente definidas e são peculiares aos praticantes deste tópico. Segundo, partindo destes postulados, deduções testáveis e falseáveis deveriam poder ser propostas, devendo ser independentes das pessoas que as fazem. Finalmente, deveria haver testes para decidir caso uma dedução em particular é validada ou desmentida.” Fica claro que as deduções astrológicas não estão de acordo com a realidade e que são altamente dependentes dos proponentes (os astrólogos em si) e não exclusivamente dum método coerente e adequado de predição, capaz de produzir algum conhecimento prático.

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Estudo de caso 2: Homeopatia – a superstição de que soluções de uma substância originalmente danosa, ultradiluída ao ponto de não restar sequer uma molécula, podem ter algum efeito terapêutico.

Um artigo publicado por um cientista de Exeter, no Reino Unido [2], sobre a eficácia de soluções homeopáticas, é basicamente uma compilação de revisões sistemáticas de diversos testes clínicos e meta-análises já publicados sobre homeopatia. Uma revisão sistemática consiste em formular uma questão concisa sobre um assunto, que deve ser respondida através da análise sistemática e organizada de pesquisas relevantes já publicadas, uso de métodos estatísticos, critérios de exclusão ou inclusão de resultados e quantificação da qualidade dos testes.

Uma revisão dos estudos sistemáticos sobre eficácia homeopática é interessante por compilar diversos testes rigorosos de forma condensada e ponderar as evidências para tirar conclusões estatisticamente relevantes e representativas sobre o assunto. Neste caso, a questão levantada foi se os efeitos clínicos observados da homeopatia justificam sua indicação na prática clínica.

O autor aponta que os proponentes da homeopatia, uma prática que claramente viola a noção físico-química de concentração, defendem que uma terapia não deveria ser rejeitada por simplesmente não se saber como funciona. Por isso mesmo, justifica-se fazer testes clínicos controlados que apontem para a eficácia ou não do tratamento, independente do mecanismo de funcionamento.

O método utilizado pelo autor foi de buscar publicações através dos bancos de dados Medline, Embase, Amed e CISCOM, com palavras-chave que levariam a testes clínicos, meta-análises e revisões sobre a homeopatia. Adicionalmente, outros cinco especialistas no assunto foram consultados. O autor teve o cuidado de incluir somente revisões e meta-análises de testes clínicos que usaram cobaias humanas.

Os critérios de inclusão e exclusão levaram a 17 artigos relevantes. Seis destes artigos eram revisões de uma meta-análise famosa na área, um estudo por Linde et al., de 1997 [3], que sugeria um resultado levemente positivo, acima da hipótese de placebo. Destas seis revisões do estudo, três sugeriam que o efeito global sugerido para a homeopatia era insignificante, enquanto uma outra revisão sugeria que a conclusão da meta-análise original de Linde et al. era tendenciosa. Mais notavelmente, uma outra revisão do estudo, feita pelos mesmos autores da meta-análise em questão, concluía que sua própria re-análise “enfraqueceu as descobertas de sua meta-análise original”. Coletivamente, as revisões implicavam que as conclusões iniciais não eram suportadas por uma avaliação crítica dos dados a posteriori.

Tendo comentado os 6 artigos que envolviam este estudo em específico, o autor continua comentando as outras 11 revisões sistemáticas independentes. Juntas, estas análises não fornecem evidência concreta a favor da homeopatia. Algumas flutuações em comparação com os placebos são observadas, porém até mesmo a famosa arnica demonstra ter resultados estatisticamente idênticos ao do medicamento-controle (placebo).

Muitas das evidências tornaram resultados ora inconclusivos, ora negativos. Um destes estudos foi um teste clínico multi-centros (realizado em diferentes pacientes de diferentes unidades de saúde) que tentava replicar diversos estudos anteriores, tendo falhado em demonstrar um resultado positivo ao tratamento. Outro estudo indicava efeitos levemente positivos, porém os próprios autores apontavam que o resultado global era fraco e insuficiente para recomendar a terapia homeopática.

Conclusão parcial: A revisão de todos os estudos, quando ponderada, sugere que, na prática, a medicação homeopática não produz nenhum efeito terapêutico devido às soluções ultradiluídas em si. O autor ainda comenta que “coletivamente, estes dados não fornecem evidência concreta de que remédios homeopáticos são clinicamente diferentes de placebos” e que “tanto a evidência clínica quanto a pesquisa básica subjacente à homeopatia permanecem pouco convincentes. […] Até que resultados mais convincentes estejam disponíveis, a homeopatia não pode ser vista como uma forma de terapia baseada em evidências”.

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Estudo de caso 3: Oração intercessora – a superstição de que a invocação telepática de supostas entidades sobrenaturais pode interceder na alteração da realidade (e.g., de um quadro clínico).

O mais rigoroso e compreensível estudo sobre a oração intercessora é, de longe, o conduzido pela Templeton Foundation [4], que se estendeu por quase 3 anos. Só para constar, esta é uma fundação que foi criada com o objetivo de pesquisar cientificamente alguns fenômenos relacionados à religiosidade e responder questões que chamam de “Big Questions”, referentes em sua maioria ao existencialismo. Seu criador, John Templeton, era um espiritualista, e a fundação atualmente concede um prêmio anual (Templeton Prize) para “descobertas em relação à realidade espiritual”, as quais “contribuem de forma excepcional em reafirmar a dimensão espiritual da vida” [5]. À parte disto, a Templeton Foundation, mesmo tendo todo interesse em obter resultados positivos com relação às orações intercessoras, foi honesta e conseguiu patrocinar um estudo empírico rigoroso e não polarizado, cientificamente e estatisticamente válido, enfatizando o conhecimento a posteriori, não importando a conclusão desejada.

O estudo consistiu em testar os efeitos da oração intercessora em pacientes que passaram por cirurgia de ponte de safena (conhecida também como cirurgia de revascularização miocárdica, ou bypass cardíaco) e também os efeitos da certeza destes pacientes em receberem oração. Neste experimento, os pesquisadores utilizaram um método multi-centros: 1802 pacientes escolhidos em 6 hospitais diferentes nos EUA, assinalados de forma aleatória em três grupos distintos de teste, sendo um de controle. Os grupos foram demarcados da seguinte forma: 604 receberiam orações e foram informados que poderiam ou não receber orações (grupo 1). Outros 601 receberiam orações e foram informados que, de fato, receberiam orações (grupo 3). Já o grupo de controle consistiu de 597 pacientes, os quais não receberiam orações, mas foram informados que poderiam ou não recebê-las (grupo 2).  Como detalhe, vale salientar que os pacientes eram, em sua maioria esmagadora, seguidores de religiões cristãs (mais de 85%, nos três grupos).

A partir daí, proveram 14 dias de oração, para os dois grupos que as receberiam (lembrando que um deles não sabia que as receberia e o outro sim). O primeiro dia de oração seria na noite anterior da cirurgia de cada paciente, sendo estas administradas por 3 grupos de fiéis (2 grupos católicos e 1 protestante). As orações eram direcionadas através do nome e inicial do sobrenome, mais um código anônimo de localidade, para cada paciente. Nelas, deveria ser incluída, pelos fiéis oradores, a frase “por uma cirurgia com recuperação saudável e rápida, sem complicações”.

O resultado primário que os pesquisadores queriam registrar era o de presença de qualquer tipo de complicação pós-operatória nos pacientes, dentro de 30 dias após a cirurgia. Resultados secundários incluíam a taxa de mortalidade de cada grupo dentro destes 30 dias, entre outros eventos de significância clínica.

Os resultados primários do estudo foram, de certa forma, surpreendentes: logicamente, não houve diferença estatística entre os pacientes que receberam orações e os que não receberam (grupos 1 e 2, respectivamente, ambos sem saber de sua condição de teste). Estes grupos apresentaram complicações pós-operatórias em 52% e 51% dos pacientes, respectivamente. O intervalo de confiança (CI) usado foi de 95%, para inferir o risco relativo de 1.02 entre os dois grupos.

Porém, surpreendentemente, no grupo 3, daqueles pacientes que sabiam que estavam recebendo orações, as complicações foram em 59% dos casos. Apesar de parecer uma diferença desprezível, em relação a receber oração e não saber (grupo 1 – 52% de complicações), o risco relativo calculado foi de 1.14, com CI também 95%. Este valor é estatisticamente e clinicamente significante, sendo possível inferir que a certeza de receber oração está associada com uma maior incidência de complicações pós-operatórias da cirurgia de ponte de safena.

Quanto aos resultados secundários, as taxas de mortalidade nos 3 grupos foram similares.

O rigor deste teste foi incrível. Os pesquisadores conseguiram cobrir a grande parte dos problemas comumente enfrentados em outros estudos já feitos sobre orações intercessoras, ao mesmo tempo em que obtiveram uma amostra suficientemente representativa e um controle fino do experimento.

Conclusão parcial: não há nenhuma diferença entre pacientes que recebem ou não orações intercessoras. O risco associado a complicações é praticamente o mesmo (risco relativo 1.02) e não existe evidência que mostre a eficácia da oração per si, quando isolada, num teste cego. Tirado o isolamento, a associação comum entre melhora e oração pode ser resultado de uma interação emocional do paciente com familiares que oram e acreditam interceder no quadro clínico, havendo, portanto, uma influência direta e ativa. Complementando esta hipótese, as complicações em pacientes que sabiam que recebiam orações indicam que a oração em si não é a causa de melhora ou piora, mas talvez o fato de saber (ou não) que se está recebendo orações. O risco relativo maior dos pacientes que sabem que estão recebendo orações de desconhecidos (risco relativo 1.14) pode até mesmo indicar alguma influência psicossomática negativa, levando pacientes a relacionar orações anônimas a um quadro clínico mais complicado, i.e., encará-lo de forma mais pessimista.

As evidências estão aí. Devem ser analisadas de forma crítica e não polarizada. Astrologia, homeopatia, oração – mais cedo ou mais tarde, vão-se as superstições, fica a realidade, solidificada pela sistemática da Ciência.

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Referências:

[1] Narlikar, J. V., Kunte, S., Dabholkar, N., Ghatpande, P. – “A statistical test of astrology” – Current Science, Vol. 96, No. 5 – 2009. (ISSN: 0011-3891)

[2] Ernst, E. “A systematic review of systematic reviews of homeopathy” – British Journal of Clinical Pharmacology, Vol. 54, No. 6 – 2002. (DOI: 10.1046/j.1365-2125.2002.01699.x.)

[3] Linde K, Clausius N, Ramirez G, et al. Are the clinical effects of homoeopathy placebo effects? A meta-analysis of placebo controlled trials” – Lancet, Vol. 350, No. 9081 – 1997. (DOI: 10.1016/S0140-6736(08)61345-8)

[4] Benson, H., Dusek, J. A., Sherwood, J. B., Lam, P., Bethea, C. F., Carpenter, W., Levitsky, S., Hill, P. C., Clem, D. W., Jain, M. K., Drumel, D., Kopecky, S. L., Mueller, P. S., Marek, D., Rollins, S., Hibberd, P. L., – “Study of the Therapeutic Effects of Intercessory Prayer (STEP) in Cardiac Bypass Patients – A Multi-Center Randomized Trial of Uncertainty and Certainty of Receiving Intercessory Prayer” – American Heart Journal, Vol. 151, No. 4 – 2006. (DOI: 10.1016/j.ahj.2005.05.028)

[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Templeton_Prize

[6] Google Acadêmico – recurso fácil e rápido para obter alguma bibliografia científica.

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Research Blogging Citations:

Narlikar, J. V., Kunte, S., Dabholkar, N., Ghatpande, P. (2009). A statistical test of astrology Current Science

Ernst, E. (2002). A systematic review of systematic reviews of homeopathy British Journal of Clinical Pharmacology, 54 (6), 577-582 DOI: 10.1046/j.1365-2125.2002.01699.x

LINDE, K., CLAUSIUS, N., RAMIREZ, G., MELCHART, D., EITEL, F., HEDGES, L., & JONAS, W. (1997). Are the clinical effects of homoeopathy placebo effects? A meta-analysis of placebo-controlled trials The Lancet, 350 (9081), 834-843 DOI: 10.1016/S0140-6736(97)02293-9

BENSON, H., DUSEK, J., SHERWOOD, J., LAM, P., BETHEA, C., CARPENTER, W., LEVITSKY, S., HILL, P., CLEMJR, D., & JAIN, M. (2006). Study of the Therapeutic Effects of Intercessory Prayer (STEP) in cardiac bypass patients: A multicenter randomized trial of uncertainty and certainty of receiving intercessory prayer American Heart Journal, 151 (4), 934-942 DOI: 10.1016/j.ahj.2005.05.028

9 comentrios

  1. rayssa gon says:

    então, pedro

    a questão da astrologia é engraçada justamente porque as “previsões” e “dicas de carater” são muito abertas.

    “você terá sorte se aprender a lidar com as pessoas e com seu lado mais ligado a negativdade.”

    tipo wtf??

    sem contar que as pessoas gostam de ler coisas que a “definam” de forma a se sentir exaltadas por sua qualidades ‘naturais” e desculpadas por seus “defeitos, entende?
    aquela velha historia do “eu sou assim mesmo”. tem coisa mais repugnante?

    e tem gente que faz fortuna com tudo isso, vc sabe bem.

    senta e chora.

    beijo

  2. Pedro Almeida says:

    senta e chora o cacete.

    me levanto e combato a pseudo-ciência e o charlatanismo.

  3. Caramba, eu descobri seu blog recentemente e achei incrível! Já assinei o feed inclusive. Achei apenas que deveria ter algum estudo sobre a pseudo-ciência radiestesia. Existe algum estudo sério sobre esse tema?

    Mas o post está perfeito… parabéns!

  4. Pedro Almeida says:

    wesley

    q bom q gostou. acho q essa linha de revisão bibliográfica orientada a estudos em pseudo-ciencias um bom tema para divulgacao científica e pretendo escrever mais sobre a área.

    realmente nao sei se existe algo sobre radiestesia, mas a wikipedia indica q nao existe estudo corroborando com a hipotese. vou procurar saber e vejo se redijo um outro texto no futuro sobre mais 2 ou 3 pseudociencias.

    toma um pouco de tempo ler os artigos e redigir, mas eh legal

    valeu pelo feedback!

    abraço

  5. […] mais: Como a Ciência lida com superstições GD Star Ratingloading…  Imprimir 15 outubro 2010 em Mundo | tags: Superstição […]

  6. Homero says:

    Olá Wesley

    Existe um estudo muito bem projetado sobre radiestesia, de uma universidade alemã, e pode ler sobre ele neste artigo do Projeto Ockahn, muito bom:

    http://www.projetoockham.org/pseudo_radioestesia_1.html

    Um abraço.

    Homero

  7. Larry says:

    o assim chamado “estudo de caso” da astrologia já começa com a adoção de uma premissa falsa: a de que a posição dos astros “influenciaria” a personalidade. Quem quer que tenha se informado minimamente sobre o assunto – e definitivamente não é o caso dos pesquisadores em questão – sabe que a expressão “influência dos astros” não tem o mais mínimo sentido em astrologia. O que a astrologia busca é saber se existe correlação entre a posição dos astros e determinadas características das pesssoas que nasceram no momento em que os planetas ocupavam determinado arranjo. Correlação jamais foi “causação”; correlação significa que as mesmas forças que atuam no macrocosmos atuam igualmente no microcosmos, e a posição dos planetas seria, não uma força determinante de uma característica, mas um sinal de que determinados fatores estavam com força preponderante. Portanto, se há alguma superstição no caso, esta parte dos cientistas, já que eles mesmos se utilizam de premissas totalmente errôneas a respeito do objeto do que buscam estudar. Quanto à análise estatatística de casos, seria interessante, até por questão de honestidade, que você citasseo maior estudo já feito no mundo sobre este tema, levado a cabo pelo astrólogo e estatatístico francês Michel Gauquelin. Este homem, embora tenha estudado com o mais profundo rigor matemático milhares de correlações entre datas e horários de nascimento com escolha de profissões, jamais foi levado a sério pelo stabilishment científico oficial. Não porque seus cálculos estivessem errados ou fossem tendenciosos, mas porque os cientistas não querem acreditar na seriedade do objeto de estudo. Perto do estudo de Gauquelin, o experimento que você cita é anêmico: Gauquelin estudou durante uma década um universo amostral algo maior, expondo sua metodologia e conclusões para qualquer estatatístico, mostrando sua absoluta isenção na condução das pesquisas. As pesquisas de Gauquelin foram desacreditadas por pura propaganda dos cientistas céticos, que jamais conseguiram vislumbrar qualquer erro ou fraude nas pesquisas do estatístico francês. Mesmo no Brasil, alguns autores de livros de metodologia científica citam o experimento de Gauquelin, contando no entando a história pela metade. É o caso de Fernando Gewandsznajder, que em seu livro “o que é o método científico” cita os experimentos de Gauquelin, deixando entretando de contar vários aspectos do trabalho, que mostram que estatisticamente foi provado acima de qualquer dúvida a correlação entre dados de personalidade e certas conjunções planetárias. Para validar o experimento como científico, Gauquelin permitiu que outros pesquisadores acessassem seu trabalho e conclusões, num autêntico peer review. Não encontrando nada de errado ou fraudulento, os cientistas “oficiais” preferiram não publicar o trabalho de Gauquelin, por pura ideologia, que rejeita com ódio visceral qualquer coisa que fuja ao cotidiano da ciência.

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