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Centro Espírita Disfarçado de Grupo de Pesquisa na Universidade Federal de Juiz de Fora

Provável imagem de um experimento conduzido pelo Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF.

Provável imagem de um experimento conduzido pelo Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF.

Autor: André Luzardo

Fonte: Sociedade Racionalista USP

Introdução: Pedro Almeida

Confesso que fiquei abismado ao saber desta informação – um grupo de pesquisa paracientífico operando na UFJF, mesma instituição pública onde participo de um também grupo de pesquisa (em eletrônica de potência, na Faculdade de Engenharia). Fico impressionado com a permeabilidade destas crenças para o meio acadêmico, de modo que tenham acesso a financiamento público de pesquisa e o status a que podem ser eleitas por aqueles que procuram uma legitimação de suas próprias convicções pessoais.

Fica registrada minha indignação contra um grupo que, em solo ufijufiano, tenta passar informaçãos dogmáticas sob o título de “Ciência”, perigosamente na área de saúde. Suas publicações claramente tentam legitimar suas crenças pessoais sobre espiritualidade (para não dizer espiritismo), sem antes provar qualquer uma das premissas básicas de existência de espíritos, mundos paralelos e a não-localidade da mente, com alegações parcas e evidências anedóticas, chegando a resultados insignificantes e irrelevantes para quem sabe como se faz ciência de verdade.

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Nesta segunda-feira, 25 de outubro, o Programa de Pós-Graduação em Saúde na Comunidade da USP-RP promove a seguinte palestra:

“A contribuição das pesquisas sobre experiências espirituais para o aprimoramento do diagnóstico psiquiátrico e da relação mente-cérebro”

PALESTRANTE: Prof. Dr. Alexander Moreira de Almeida

– Professor Adjunto de Psiquiatria e Semiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF

– Diretor do NUPES – Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF

Uma das táticas mais comuns de charlatões e pseudocientistas é encobrir seus devaneios com jargões pseudocientíficos na tentativa de ganhar credibilidade e até financiamento público. No caso do NUPES (Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde) na Universidade Federal de Juiz de Fora nem foi preciso um esforço muito grande. Bastou usar a palavra “espiritualidade” ao invés de espiritismo e voilá, não se trata mais de um centro espírita financiado pelo contribuinte mas sim de um grupo de pesquisa que tem como missão desenvolver pesquisas interdisciplinares de excelência sobre as relações entre espiritualidade e saúde.

Apesar do jogo de palavras, está claro que este não se trata de um grupo de pesquisa de verdade que estuda a religião como um fenômeno natural, um objetivo que seria perfeitamente válido. A lista de publicações entrega o jogo. A maioria publicada na Revista de Psiquiatria Clínica da USP, consistem simplesmente de levantamentos de bibliografia espírita e de análises qualitativas completamente enviesadas.

Tome por exemplo o resumo abaixo de uma das publicações do palestrante e coordenador do NUPES, Dr. Alexander Moreira de Almeida (que também faz parte do conselho deliberativo do hospital espírita joão evangelista) intitulada O diagnóstico diferencial entre experiências espirituais e transtornos mentais de conteúdo religioso

CONTEXTO: Experiências espirituais podem ser confundidas com sintomas psicóticos e dissociativos, constituindo-se muitas vezes em um desafio para o diagnóstico diferencial.
OBJETIVO: Identificar critérios que permitam a elaboração de um diagnóstico diferencial entre experiências espirituais e transtornos psicóticos e dissociativos.
MÉTODOS:Foi feita uma ampla revisão na literatura sobre o tema, na qual foram examinados 135 artigos identificados em pesquisa no PubMed.
RESULTADOS:Foram identificados nove critérios de maior concordância entre os pesquisadores que poderiam indicar uma adequada diferenciação entre experiências espirituais e transtornos psicóticos e dissociativos. São eles, em relação à experiência vivida: ausência de sofrimento psicológico, ausência de prejuízos sociais e ocupacionais, duração curta da experiência, atitude crítica (ter dúvidas sobre a realidade objetiva da vivência), compatibilidade com o grupo cultural ou religioso do paciente, ausência de comorbidades, controle sobre a experiência, crescimento pessoal ao longo do tempo e uma atitude de ajuda aos outros. A presença dessas condições sugere uma experiência espiritual não patológica, mas, por outro lado, há carência de estudos bem controlados testando esses critérios.
CONCLUSÕES:Esses critérios propostos na literatura, embora alcançando um consenso expressivo entre diferentes pesquisadores, ainda precisam ser testados empiricamente e direções metodológicas para as futuras pesquisas sobre esse tema são sugeridas. Palavras-chave: Alucinação, dissociação, possessão, transe.

Sem apresentar qualquer prova de que as ditas experiências espirituais realmente existem, o artigo consiste de citação após citação de uma literatura ultrapassada e/ou pseudocientífica de onde os autores extraem nove critérios que (não ria, eles estão falando sério) servem para diferenciar se uma pessoa está psicótica ou simplesmente possuída.

Em uma outra publicação, os autores vão ainda mais além e afirmam, novamente sem nenhuma base científica, que médiums e curandeiros espíritas em Puerto Rico e Brasil

often achieve positive results with persons manifesting psychotic symptoms or diagnosed with schizophrenia in that symptoms become less frequent and/or social adjustment improves. (em português: frequentemente obtem resultados positivos em pessoas manifestando sintomas psicóticos ou diagnosticados com esquizofrenia em que os sintomas se tornam menos frequentes e/ou o ajustamento social melhora.)

Em pesquisas verdadeiramente científicas tal conclusão só é tirada após um ou mais estudos onde os pacientes são cuidadosamente selecionados por apresentarem sintomas específicos e onde qualquer outra variável que possa influenciar os resultados (idade, sexo, renda, etc) é controlada. Os pacientes são então divididos (sem saber) em grupos, um experimental, onde a intervenção clínica que se deseja estudar é administrada, e um ou mais grupos controle, onde outras intervenções (ou mesmo apenas uma entrevista ou outra atividade que não seja uma intervenção clínica) são administradas. Os pacientes são então avaliados (geralmente por outros médicos que não sabem à qual grupo cada paciente pertence) seguindo critérios específicos e quantificáveis como por exemplo duração e frequência de surtos, etc, e os resultados são analisados estatisticamente para verificar se há diferenças significativas entre os tratamentos.

Nada disso foi feito no trabalho acima. Os autores basearam suas conclusões simplesmente em entrevistas com os médiuns e seus pacientes. O único “controle” feito foi comparar casos semelhantes tratados por medicina convencional que foram discutidos em conferências de medicina espírita. Em resumo, a conclusão do artigo é simplesmente inválida.

O NUPES parece ser a reencarnação de um outro grupo aparentemente extinto chamado Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo e que também foi coordenado por Alexander Moreira de Almeida (citado e apropriadamente desbancado aqui por José Colucci Jr.). Pelo menos um outro grupo similar existe na faculdade de medicina da UFMG.

Religião camuflada de pseudociência não é apenas um alvo fácil de piada. Na medida em que consegue passar por ciência e ganhar a credibilidade de uma universidade as consequências podem ser bem sérias. Pacientes com transtornos psicológicos podem estar sendo incorretamente diagnosticados, com consequências graves tanto para si mesmos quanto para seus amigos e familiares. Mesmo sintomas leves podem custar ao paciente seu emprego e causar grande sofrimento familiar se não forem corretamente identificados e tratados. Outro risco, ainda mais grave, é do terapeuta espírita desencorajar o paciente a seguir recomendações médicas verdadeiras.

As atividades do NUPES e de seus similares não são científicas e portanto os mesmos não podem ser considerados grupos de pesquisa e não deveriam ser parte de universidades de verdade e muito menos receber financiamento público. Suas táticas estão claras: disfarçar suas crenças religiosas com uma linguagem pseudocientífica e assim ganhar credibilidade e usufruir do dinheiro do contribuinte.

35 comentrios

  1. Isso é uma vergonha para as nossas universidades! Charlatães usando dinheiro público para iludir as pessoas.

    Imagino que um processo contra essa prática não poderia ser contra-atacado com o argumento de liberdade religiosa.

  2. Pedro Almeida says:

    nao acho q estejam iludindo. acho estejam fazendo mesmo é má ciência: fazendo racionalizaçòes de suas conviccoes e crencas pessoais por meio de pesquisa paracientífica e metodologicamente pobre, pelo q eu vi no artigo mostrado.

    sinceramente, gostaria de saber mais.

  3. […] This post was mentioned on Twitter by Livres Pensadores, Pedro Almeida. Pedro Almeida said: Radiação de Fundo: Centro Espírita Disfarçado de Grupo de Pesquisa na Universidade Federal de http://is.gd/Lil29n […]

  4. Oi Pedro,

    Além dessas supostas ‘pesquisas científicas’ do NUPES também tem várias outras pérolas que o Alexander Moreira já nos presenteou. Algumas das minhas preferidas:

    http://www.hoje.org.br/site/arq/artigos/20071122-EstudarCientificamenteASobrevivencia.pdf

    http://www.hoje.org.br/site/arq/artigos/Kardec_research_program_PA2008.pdf

    Se você ainda não leu, não perca!

  5. Pedro Almeida says:

    andré

    mas ele nao abandona mesmo a tal idéia da dualidade, ein?
    devia fazer uma pós em neurologia tb, pra melhorar o curriculo.

    argumentos baseados sempre em apelo à autoridade e à antiguidade (“muitos cientistas e intelectuais de destaque nos últimos 150 anos”)

    ja foi apontado por diversos filósofos e cientistas e inclusive por espíritas q o método de kardec nao tem nada de científico – é só analisa-lo criticamente, para ver se paravam com esta asneira q espiritismo é ciência.

  6. Pedro, um pouco a propósito, permita-me sugerir-te o site de Roger Sperry, um imenso neurocientista.

    Gosto muito dos textos de Sperry desde que comecei a lê-los por contas das experiências que ele conduziu com Bogen, em paciente submetidos à secção dos corpos calosos.

    Era um tratamento radical para a epilepsia grave, ou seja, separar os hemisférios cerebrais. Os resultados são extraordinários, em termos de cognição, linguagem e motricidade.

    E Sperry, que postulou ser a mente causal e emergente do cérebro, passou muito tempo explicando a objetantes que não se tratava de dualismo.

    Talvez te interesse: http://www.rogersperry.info/

  7. Emília says:

    Prezado Pedro Almeida:
    Acredito que vc esteja um tanto quanto equivocado no seu conceito de pesquisa.
    Permita que antes eu me apresente, sou acadêmica de Medicina da UFMG, do quinto ano e antes de tal curso graduei-me em licienciatura em Química na mesma universiade. Com certeza passei por diversas disciplinas que vc cursa, afinal química é um curso de ciências exatas. Perdi as contas de quantas iniciações científicas já fiz e quantas publicações acumulei ao longo desses anos. Frente a isso, eu lhe pergunto, como vc acredita que são feitas as pesquisas na área médica? Vc diz que o espitismo se disfarça de ciência para passar informações dogmáticas, mas qual é o seu concito de ciência?
    Nos EUA, mais de 84 escolas médicas já incluiram na sua grade curricular disciplinas que abordam a espiritualidade. A UFMG já oferece essa disciplina como optativa aos alunos de medicina. Além disso, possui, já há alguns anos, o Nasce (Núcleo Avançado em Saúde, Ciência e Espiritualidade). Esse núcleo se reune semanalmente com o intuito de estudar publicações científicas sobre o tema em revistas médicas reconhecidas no meio internacional. A coordenação do grupo é feita por um prefessor da faculdade de Medicina, cirurgião famoso, que também coordena disciplinas no departamento de cirurgia.
    Vc também deveira pesquisar sobre os trabalhos vencedores de dois prêmios Nobel em Medicina: Charles Richet e Alexander Aksakov.
    Acredito que vc deveria se informar mais antes de publicar comentários desse tipo, somos responsáveis por aquilo que difundimos. E tal posição, demonstra o quão conservador e preconceituoso é vc.

  8. Pedro Almeida says:

    sinto mt emilia. mas a verdade nao é medida com autoridade, ou com a quantidade de escolas q ensinam tal coisa. o seu conceito de pesquisa é q está equivocado, se for este, baseado numa falácia ad verecundiam. me assusta uma pessoa q se intitula academica ter este conhecimento raso de filosofia da ciencia.

    conservador? quer dizer q protesar contra uma posicao dogmatica é ser conservador?

    é preconceituoso ser contra o curandeirismo?

    se vc foss euma cientista de verdade, saberia q a importancia do metodo empirico é baseada em uma coisa central: evidencia. e o metodo cientifico, por mais variado q seja, sempre requer falseação.

    estou mt consciente da minha responsabilidade, e vc n me convenceu de q estou errado em minha critica com argumentos falaciosos

  9. Pedro Almeida says:

    e não, eu nao vou cometer a mesma falácia q vc cometeu de dizer q entendo de ciência pq tenho diversos artigos publicados em congressos internacionais e outros no prelo, e faço mestrado numa instituição federal, pq isso nao torna a minha posição mais verdadeira ou válida.

    nem a sua, qd vc levanta estas irrelevancias.

  10. Pedro Almeida says:

    mais emilia.

    vc sabe me informar qnts escolas médicas existem nos EUA? qnts % de todas sao as 84 q vc citou q ensinam pseudociencia? a sua estatistica nao faz sentido sozinha

    e mais. me diga uma coisa, com sinceridade q um cientista deveria ter:

    se as mesmas (ou outras ou até mais) 84 escolas ensinassem criacionismo nas escolas, ele estaria certo por causa disto? ou se ensinassem geocentrismo, ele passaria a estar correto?

    vc sabia q existem congressos de terra plana e de geocentrismo aí afora, periódicos de design inteligente, dentre as quais NENHUM é reconhecido como integrante do conhecimento científico?

    nao entendi… so pq existe alguem q, apesar de nenhuma evidencia em mao, resolveu fazer uma comunidade cientifica isolada q publica pseudociencias, isto se torna verdade?

    vc pode ser sincera e me dizer q suas conviccoes pessoas necessitam de racionalização, ou q sao incompatíveis com a evidencia e por isso se torna confortavel trabalhar como “pesquisadora” em nucleos q promovem estas crenças.

    sim eu conheco diversas pessoas q fazem pesquisa na area medica, eu sei como é q deve ser feito (da maneira certa): com experimentos controlados e amostras randomizadas.

    eu acredito tb q vc deveria se informar sobre como se faz ciencia antes de sair acusando os outros de nao se saber como o faz. ainda mais para uma academica.

  11. Pedro Almeida says:

    e pra finalizar, se vc ainda nao se convenceu da arrogância q tem q lançar mao pra me chamar de preconceituoso e conservador cabeça fechada, fica a dica de alguem q realmente entende de como se constroi conhecimento: http://www.youtube.com/watch?v=T69TOuqaqXI

  12. Tatiane says:

    Não tenho nenhum argumento científico para debater com você e menos ainda tentar lhe mostrar o contrário de tudo isso. Essa é a sua maneira de pensar e o respeito. Faça o mesmo com as pessoas que pensam diferente de você, respeite. Não tente impor esse seu discurso cheio de certezas e tão acâdemico. Existe muita coisa, mas muita mesmo, tão importantes quanto os seus artigos publicados. E Deus está acima de tudo isso. Preste atenção.

  13. Cleomar Barros says:

    Senhor, perdoai-os (Pedro, Andrei Barros – honre nosso nome parente- André eles não sabem o que falam, nem tampouco o que estudam, Estão hipoerdesenvolvidos em ciencias, tencologia de ponta e nada em espiritualidade. Que pena que inteligencias tão superiores sejam tão inferiores em amor e caridade.

  14. SUELI DEL RIO says:

    Nunca vi tanta arrogância nas palavras de um jovem.
    Ao invés das críticas, vc precisa conhecer estas pesquisas pessoalmente para ter maiores entendimentos a respeito do assunto.
    Não seja tão preconceituoso.
    Muitos cientistas enfrentaram anos de pesquisas e depois mais anos de enfrentamento de pessoas como vc até poderem provar que suas pesquisas e experiências tinham fundamento.
    Abra seus horizontes dando oportunidades a si mesmo.
    desperte para a vida como um todo.

  15. José Luis Caprara says:

    Pedro Almeida,eu nao conheço o trabalho deste autor que voce contesta.Tambem nao tenho formaçao academica(só conclui o segundo grau e depois fugi das escolas)e os meus quase 52 anos permitem que eu seja nao mais que um aventureiro no maravilhoso mundo do conhecimento.Ficarei no nivel que alcanço que é o da anedota instrutiva(nao achei um nome mais adequado pra isto!).Voce se lembra de um sujeito(acho que era um padre)que dizia ter encontrado a cura do cancer com uisque,babosa e mel?E o povo acreditou!E as garrafas pet com água sobre o padrao de energia(quadro de energia elétrica)pra reduzir o consumo?E la vai o povo enfeitar o padrão!Não enxergam!Sabe aquela historia de que subdesenvolvimento nao se improvisa:é um trabalho de séculos?A deseducaçao estimulada e sistemática também.Continue com teu trabalho sempre,contestando e educando para o conhecimento.Mas como eu tenho um filho de doze anos(nasceu lá em Pirapora-MG),eu te digo de uma forma simploria e até inadequada,imprópria:essa velharada não tem salvaçao!transmita aos jovens teu amor pelo conhecimento científico.Obrigado!

  16. dalila says:

    Agradeço a divulgação do rico material do núcleo e do pesquisador.
    Quem sabe daqui a alguns séculos seu espírito consiga entender o que vc questiona no momento.
    Feliz trajetória de descobertas para vc : )

  17. Marcio says:

    A Inveja, o ciúme causa doenças, o pensamento exposto aqui e totalmente de perseguição, preconceito e falta de sair do buraco, quando li o artigo apresentado lembrei da fabula ” sapo que nasceu e viveu a vida toda no buraco, com uma moita, um charco de água e acreditava que a vida era só aquilo ali e nao teria e existia outras vidas e outros planos.
    Bem cada um se apresenta num estagio evolutivo. Nao serei que vai dizer ” desperta tu que dormes”.

  18. Marcio says:

    Para o seu aprendizado o Espiritismo nao utiliza velas, incenso ou qualquer ritual e culto. Alias culto e ritual utilizamos bastante em nossa reencarnacao anteriores, sabe porque? Faltava valores morais hoje vemos como uma tradição e ritual como uma grande verdade, muitos espiritas estao colhendo as perseguições e acompanhando tudo isto tentando consertar e e bem provavel ser os autores destes rituais e cultos, se comprometeu com a humanidade e principalmente com Deus.

  19. Márcia Valéria M Corrêa says:

    Prezados Participantes

    Venho através desta colocar-me de forma a qual o meu interesse não é converter ninguém, pois a aprendizagem de qual quer coisa na vida de um ser humano se dá através de longos estudos, pesquisas, e a doutrina espírita por ser ser não somente uma religião, mas também uma ciência e filosofia, para os que a conhecem, tem muito nos seus mananciais, livros editados por grandes médiuns renomados, que vem esclarecer tudo a todos. De nada significa espinhar os amigos aqui presentes se a falta de conhecimento, a busca pelo desconhecido, só é de grande valia para quem mergulha num abismo, aí sim, pois sem conhecimento, é muito difícil pré julgar, é preciso ter base, conhecimento, análise, vocação para descobrir e estudar o desconhecido.

    Att

  20. RICARDO says:

    Senhores. Concordo com todos, pois como Advogado tenho que pesar os dois ou mais lados e ajudar à soluçionar o problema colocado; também meu mestrado na USP foi em área, nada a ver com a de vocês – médicos, psiquitras, etc.

    Sou um daqueles que poderiam ser estudados…uma cobaia que vive o mundo espiritual desde os 11 anos…mas não deixa de vencer os processos jurídicos (portanto um sujeito careta, racional, chato…Advogado…Kelsiano…para sobreviver) Sei que a posição da nossa triste e iniciante ciência…a qual dá pontapé inicial com a “galera” do Descartes (até ele escreveu sobre a Pineal…) não aceita NADA que não pode ser provado; MAS QUE EXISTE…EXISTE!!! Graças a Deus há pessoas “racionais” que estão percebendo algo TÃO ÓBVIO e estudando sobre; gostaria muito de fazer um doutorado sobre o tema; meu projeto esta pronto.! Quem quiser pode me mandar e.mail- [email protected] Obrigado USPIANOS!! scientia vinces!

  21. Fabrício S. Gomes says:

    Boa tarde prezados,

    Sou médico e farmacêutico graduado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), residente de Psiquiatria. Vivo os fenômenos espíritas há 24 anos e farei Faculdade de Teologia e Filosofia Espírita. Tenho certeza da vida espiritual e durante anos de minha vida me dediquei a estudar casos de mediunidade. O mundo científico certamente abrirá portas para estas descobertas e todos os homens serão beneficiados com o endendimento da gênese de diversos distúrbios psiquiátricos. Tenham certeza que esta mudança no perfil das faculdades está no princípio, a expansão do estudo espírita será de ordem geométrica.Tenho contato diário com o plano espiritual superior e vivencio experiências que serão publicadas em futuros estudos a este respeito seguindo todos os critérios da metodologia científica. O tempo urge, não há mais tempo para vedar os olhos para esta realidade transcendental.
    abç fraterno

  22. sou reconhecido pelo mec ; analfabeto informal , apesar de um dezejo infinito do saber , já não me preocupa tanto com minha falta de diplomas ,( com todo meu respeito aos esforços de todos academico ) pois sem estes , não se inicia nem termina nada. porem veijo em todas as criaturas, a classe dominante e dos dominados , e isto anula , Jesus cristo e o monoteismo teocratico e até mesmo a pesquisa do genoma (A.C.G.T.); a verdade é uma só e não duas, não posso concordar que a justiça ande de mãos dadas com a injustiça ,isto seria negar a existencia de um ser superior, ou seja Deus ! os charlatões querem tomar o lugar do verdadeiro , dzendo vim sem pedir vou sem querer vivendo o intervalo ,e se declarando como se fosem deus , falta de humildade fecha os olhos da (SABEDORIA)

  23. Losembergue says:

    Religiosos fiquem com suas religiões, mas pelo amor de seu deuzinho, não misturem ela com ciência, pois isso é querer provar o que não existe e podem falar, falar e falar, cade a prova? Nada, nadinha, chega de besteirol e provem logo que vocês tem a razão, que saco esses discursos, muito bla bla bla e nada de provas.

  24. Luiz A. C. Meirelles says:

    Não vejo só critica no discurso do André Luzardo, mas também autopromoção. Se por um lado tenta-se, por milênios, provar o improvável, por outro, vê-se intolerância. Por que é que alguém tem que provar algo a você? Deveras que incomode ver-se tanto ocultismo travestido de ciência, contudo deixem-nos tentar provar, seja lá o que for. Vaidades a mais fina flor da pele em ambos os lados! Acredito que o esperado é que o pivô de toda a questão se manifeste, mas a premissa do “ignore”, tão vulgar nos dias de hoje, e da sabedoria (grau de desenvolvimento), onde ficam? Melhor puxardes um banquinho e aguardardes que te acuda ou tomar-se de satisfação por obter respostas e comentários daqueles que estão a sua altura, no seu nível (seus emissários). No Brasil não há espíritas Kardecistas, há sim espiritólicos. Não vês que todo o cenário escolhido é gregário e profícuo à proliferação de teses prováveis – o importante é o método, a epistemologia – pois o ápice culmina em resiliência que se funde inextricavelmente. Outra sugestão é participar dos simpósios, levantar o dedinho e tentar, humildemente, dirigir-lhe uma questão. No entanto, note que ele é triplamente qualificado pela VIDA e através da morte (médico, pesquisador e espírita), por isso resigne-se com a resposta e murche o rabinho entre as pernas. Ele sabe o que diz, é abalizadíssimo. Sei disso, pois fomos amigos íntimos de Robert Hooke.
    Santa ironia! Mas como levar a sério esse despautério? É como curar-se através de bolinhas de açúcar com o mínimo possível de princípio ativo (placebo) e sem abandonar o tratamento convencional (outro abilolado, Hahnemann).

  25. Luciano says:

    Olha que engraçado e até paradoxal: sou espírita, mas confio primeiramente na ciência e acho que todo espírita deveria fazer assim. A ciência NÃO NEGA por materialismo ou falta de caridade, como acusam meus colegas de fé. A ciência testa, teoriza, comprova, refuta, experimenta. Aprendi, no espiritismo, a não aceitar nada “por aceitar” e nem “crer por crer”. Se a ciência mostra que seriam necessárias amostragens maiores de cartas e etc, nós devemos aceitar porque A RAZÃO E O RACIOCÍNIO acima de tudo. Do contrário, cada um inventa sua fé e ganha quem arrecadar mais dízimo. Por isso, palmas para os testemunhos da razão, para os métodos científicos e para os acadêmicos. Se, algum dia, algo espiritual quiser ser comprovado, que passe por todos os crivos. Agora, cá entre nós, ainda sou espírita e ainda creio na “maioria” das cartas do Chico. Isso parece estranho e esquizofrênico, mas eu tenho minha vida, minha caminhada e minhas razões que cabem somente a mim. Abs.

  26. Guilherme Rodrigues Salerno says:

    O negócio tá ficando sério. Até a Folha tá falando de resultados desse grupo: http://brasil.blogfolha.uol.com.br/2015/01/19/pesquisadores-analisam-veracidade-de-cartas-de-chico-xavier/

  27. Tereza says:

    Caros André Luzardo, Pedro Almeida, José Luis Caprara e Losembergue

    Vou fazer perguntas básicas:
    Por que se incomodam tanto?
    Alguém do tal grupo de pesquisa lhes fez alguma coisa?
    Eles também publicaram protestos sobre os seus ceticistmos?
    Provavelmente não.
    Por que vocês se importam tanto, quando o outro grupo não se importa com vocês?
    Não precisam responder aqui, mas perguntem-se isso. O que lhes incomoda tanto no espiritualismo?

    Perco o meu tempo preciso aqui, pois acredito que meu tempo é muito grande (maior do que apenas essa vida), mas se vocês são coerentes com o que acreditam, lembro-lhes que é melhor não perder tempo com o que não acreditam, pois só terão essa vida para viver, não é mesmo?
    Vou dar-lhes um conselho, não porque discordo do que pensam, mas porque ainda são jovens: quando eu realmente acho que algo não vale a pena, faço o que eles também fazem, eu ignoro, não perco o meu tempo. Façam a mesma coisa. E todos, inclusive vocês, saem ganhando.

    Sem querer lhes ofender, fiquem com Deus ou com o que mais lhes aprouver.

  28. Francisco says:

    Amigo não é porque você não acredite em algo que esta algo seja irrelevante. O prêmio nobel, Charles Richet, estudou profundamente o fenômeno espirita. Faça uma pesquisa sobre os principais centros acadêmicos europeus, principalmente, e norte americanos da segunda metade do século XIX e terá uma grata surpresa.
    Cuidado com o fundamentalismo científico, lembre-se o conhecimento é relativo. O materialismo histórico do inicio do século XX, procurou calar as pesquisas bem sucedidas nesta área. Já ouvi falar o médium, João de Deus, dê uma ida a Abadiana em Goiás. Muitos ciêntistas de várias partes do mundo esta fazendo esta ida. Inclusive a comunidade médicas fez uma minuciosa análise documentada sobre as cirurgias do médium João de Deus. Inclusive constatando que não existe contaminação em suas cirurgias sem anestesia.
    Respeito a tua visão, diga apenas que deveria se aprofundar, tal como os colegas a que você critica. Critica por critica, negacionismo por negacionismo é raso e cai no senso comum.
    Abraços.

  29. Anônimo says:

    O artigo é pertinente e correto.Além do uso de instituições de ensino e pesquisa procure averiguar a divisão de cargos e residências entre os integrantes , familiares e amigos do grupo, inclusive com cargos políticos comissionados para parentes , isenção de impostos e dotação de verbas para obras assistenciais em detrimento de outras.Há muito mais aí

  30. Itanieson says:

    Olá, li seu texto, e é excelente para um cético. E, se essa for sua visão de mundo, no que toca a religião, perfeito. Porém, se você quer discutir em nível científico, terá que admitir que existe a ciência tradicional, que é provisoriamente válida, e existem as áreas de conhecimento que, não são ciência – na linha da física de Newton ou de Einstein – mas produzem seus conhecimentos de modo científico. Neste sentido, o problema com o que muitos chamam de pseudociências, está com o objeto estudado: a sociedade, a história, a economia, a educação, o comportamento e até o Espírito – ente individualizado que pode se comunicar com o humano “de carne e osso.” Esses objetos de estudos possuem em comum o SER HUMANO, logo, não são passíveis do controle científico que exiges. Essa discussão, infelizmente, não é tratada dentro de nossa academia. E para encerrar, “do que não se sabe falar, é melhor calar.”

  31. Silvia Regina says:

    Não vamos nos esquecer. A Ciência é apenas um ramo do conhecimento, e não o conhecimento todo. Acreditar ou não nas coisas da alma, é de foro íntimo. mas não é pelo fato de não acreditarmos que elas não existem.
    A Harvard já tem laboratórios que estudam a vida após a morte através de pesquisas de casos de reencarnação comprovados.
    O DR. Ian Stevenson da Faculdade de Medicina da Virgínia estudou sua vida toda sobre a reenrcarnação, sendo um dos psiquiatras mais renomados dos EUA.
    Hoje o governo norte americano investe nessas pesquisas e a multinacional que mais investe em pesquisa de vida após a morte é a XEROX.
    A Ciencia não possui nenhum artigo científico que prova que o NADA existe após a morte. Ela ainda não conseguiu provar o materialismo, o nada.
    Bom, não quero convencer ninguém. Já me convenci pelos anos de estudos na area. Quer quiser comprovações vá estudar também.

  32. Paula Galletti says:

    Pedro, fôssemos todos como vc e ainda estaríamos queimando cientistas na fogueira, batendo o pé “não, a Terra não é redonda”. Ciência exige pesquisa, discordância, posições diferentes, estudar o que não é tão óbvio assim. O seu Deus “método científico” anda um tanto quanto desgastado, não porque não seja válido, mas pq o mito da objetividade já está em xeque há muito tempo: admita a subjetividade intrínseca e será intelectualmente mais honesto. Enchendo seu discurso de adjetivos e qualitativos, não melhora a qualidade da argumentação. Padece do mesmo mal de quem deseja criticar. Grupo sério, amplamente divulgado pela mídia, reconhecido nacional e internacionalmente. Fica triste não: o seu grupo de pesquisa também é legal.

  33. Douglas Marrra de Moraes says:

    Há tartarugas… Fora dos seus âmbitos de trabalho estão no século XIX…

  34. Ricardo says:

    A ciência “dura”, na pseudo proteção de seus preceitos, pode, em seu íntimo, esconder o preconceito.
    O cientista, em seu compromisso com a busca da verdade científica (que, inclusive, muda com o tempo) não deve temer o que lhe parece obscuro.
    Ao contrário, entra em campo, não com o propósito de provar o contrário (seria ciência preconceituoso, ou seja, não mais ciência), mas sim de investigar.
    Ciência não se faz com comentários pessoais, mas com pesquisa.
    Pelo que veja, o grupo se propõe a estudar e pesquisar.
    Independente do tema, fazer pesquisa é ciência.

  35. It probably is a bit I’m thinking we will put some in an IRA and leave the rest as an emergency We don’t have any rental

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