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Não, boas intenções não contam

Autor: Pedro Almeida

Existe uma expressão interessante, clássica, que eu costumo usar muito nessas horas: “De boas intenções, o inferno está lotado”. Mesmo que na sua forma original ela seja apelativa a uma crença específica que eu desprezo (a de céu e inferno), vem a calhar muito bem se usarmos uma interpretação figurada, simbolista.

Não, eu não acho que boas intenções contam, per se. Não acho que temos que “pegar leve” com aquele so-called moderado islâmico que quer estreitar relações com o ocidente, mas que tem a convicção de que o islã é a melhor e mais exata resposta teológica, só porque sua intenção é a pacífica convivência entre os dois “mundos”.

Não acho que temos que ser “educados” em responder publicamente, sem sarcasmo, o pastor que se diz ex-gay e se faz de educado para com os ateus para ganhar espaço nobre (uma entrevista!) num blog cético visado, como o Bule.

Este contentamento de que temos que ser bonzinhos com os maus que se comportam diante de nós (mas que nas nossas costas são outras caras) é ingenuidade. Implica que, já que fulano ou ciclano tiveram boas intenções, bem, temos que aceitar ou ao menos tolerar suas posições. É tapar o sol com a peneira.

É ingenuidade porque é fechar os olhos pra o potencial desastroso que há em suas posições, escondidas atrás de suas fachadas de educação. E é um puritanismo desnecessário, um falso moralismo vestindo uma inércia argumentativa, uma inércia em exercer o direito de discordar veementemente.

E como dizem, para o mal prevalecer, basta os bons ficarem calados, inertes.  Basta não nos indignarmos com os que praticam ou defendem posições hediondas em nome de sandices, só porque eles o fazem de forma sofisticada e com palavreado educado.

Se fosse assim, eu já estaria concordando em gênero, número e grau com o R. R. Soares – ele certamente tem ótima intenção em seu trabalho, à parte do lucro, e me soa como uma pessoa bem educada e serena.

Sarcasmo é largamente diferente de grosseria, principalmente se quem foi vítima dele faz por merecer cada gota de seu veneno. Ninguém tem o direito de viver uma vida sem ser ofendido, sem ser desafiado intelectualmente, sem ser criticado energeticamente por seus preconceitos.

Provando que retas paralelas se encontram no infinito

Autor: Pedro Almeida

Desde cedo aprendemos que retas paralelas são aquelas que não se encontram nunca. Bom, nunca é um exagero aqui – ao contrário do medo que os filósofos e matemáticos gregos alimentavam pelo infinito, com sua matemática baseada quase unicamente em geometria, a introdução da Análise Matemática moderna, logo depois da invenção do Cálculo Diferencial e Integral de Newton e Leibniz, fez com que esta abstração não numérica ganhasse destaque para resolver problemas bem terrenos.

Alguns de nós, mais tarde, descobrimos com deslumbre que sim, retas paralelas se encontram – no infinito, aliás. Bom, onde é o infinito? Só posso adiantar que o infinito não é um número, e sim uma abstração. Se tivermos certa quantidade sendo analisada em determinado problema, podemos assumir grosseiramente que o infinito é aquilo que é muito maior que qualquer destas quantidades. Isto nos permite calcular limites e obter resultados analíticos.

O meu interesse aqui é fazer uma demonstração geométrica não formal para provar que sim, retas paralelas encontram-se no infinito. Mas façamos pelo caminho inverso.

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Pureza na Ciência

Fonte: xkcd

Tradução: Pedro Almeida

Realengo e sobre como a religião envenena tudo

Christopher Hitchens é quem estava certo em sua frase-subtítulo do seu famoso livro “God is not great”: por religião, justifica-se o injustificável e suprime-se facilmente qualquer remorso por falta de escrúpulo.

Ontem, uma escola em Realengo foi brutalmente atacada por um ex-estudante, como todos sabem, que deixou um saldo de, até o momento, 13 mortos, incluindo o assassino-suicida. O episódio é um caso inédito no Brasil, tendo ficado conhecido como Massacre de Realengo.

O atirador deixou uma carta suicida, e aí começa meu problema. Lendo a carta, nota-se o forte teor religioso que o assassino usa para tentar racionalizar o ato hediondo:

“Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”

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99 Fatos Interessantes da Ciência – pt 2

Fonte (adaptado): http://www.jabulela.com/science-tech/99-interesting-science-facts

(parte 1 aqui)

34. Chimpanzés podem compreender até 300 sinais diferentes.

35. O vírus Ebola mata 4 em cada 5 humanos infectados.

36. Em 5 bilhões de anos, o Sol ficará sem combustível e se transformará numa gigante vermelha.

37. Sem o revestimento de muco, seu estômago digeriria a si mesmo.

38. Humanos possuem 46 cromossomos, ervilhas têm 14 e lagostins possuem 200.

39. Há quase 100 mil km de vasos sanguíneos no corpo humano.

40. Uma única célula sanguínea demora cerca de 60 segundos para fazer um circuito completo dentro do corpo.

41. No dia em que Alexander Graham Bell foi enterrado, todo o sistema telefônico dos EUA foi desligado por 1 minuto, em tributo.

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99 Fatos Interessantes da Ciência – pt 1

Fonte (adaptado): http://www.jabulela.com/science-tech/99-interesting-science-facts

1. A velocidade da luz é aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo.

2. Levam 8 minutos e 17 segundos para a luz viajar da superfície do Sol até a Terra.

3. Em outubro de 1999, a 6ª bilionésima pessoa nasceu.

4. Somente 10 por cento de todos os humanos já nascidos estão vivos neste exato momento.

5. A Terra gira a 1600 km/h, mas viaja pelo espaço a inacreditáveis 108.000 km/h.

6. Todo ano, mais de 1 milhão de terremotos balançam a Terra.

7. A maior pedra de granizo encontrada pesava mais de 1 kg e caiu em Bangladesh, em 1986.

8. A cada segundo, cerca de 100 relâmpagos atingem a Terra.

9. A cada ano, raios matam 1000 pessoas.

10. Em outubro de 1999, um iceberg do tamanho de Londres se soltou da plataforma glacial da Antártida.

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Deus FAIL

Correção histórica – In God we DO NOT trust:

Porra… falta de fé é o fato de quase toda igreja ter um pára-raios no campanário. Mas apelar pro arame farpado, aí já ficou teeeenso…

(vi aqui em Juiz de Fora…)

Sobre a histeria nuclear

Autor: Pedro Almeida

Assim como todo tipo de preconceito arraigado contra o “desconhecido” que ronda aí afora, o fantasma nuclear volta e meia faz um retorno triunfal para ocupar as manchetes. Desta vez, foi a explosão de um prédio na usina nuclear em Fukushima, seguido da explosão de histeria que a mídia tanto gosta de detonar, que veio ocupar as agências de notícia.

Por que, depois de mais de 50 anos da invenção e do uso seguro da energia nuclear como fonte de eletricidade, o preconceito com tal energia não tão convencional vem a ocupar o imaginário do cidadão desinformado, dando-lhe uma roupagem de destruição? Certamente as imagens de Hiroshima e Nagasaki queimadas sob o holocausto nuclear assombram o mundo ainda hoje, mas associar a energia nuclear ao seu suposto poder destrutivo quando usada como arma é como se negar a usar aviões a jato porque existem B-52 e Tu-160. Não é como se houvesse uma Chernobyl a cada esquina. Analisemos os fatos.

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